Governo do Distrito Federal
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25/10/19 às 15h57 - Atualizado em 25/10/19 às 16h01

Dia de Combate à Intolerância Religiosa no DF tem ações da Sejus

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No Dia de Combate à Intolerância Religiosa no DF, celebrado nesta sexta-feira (25/10), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) está promovendo uma campanha nas redes sociais para relembrar um pouco da história de grandes líderes religiosos que se destacaram pela dedicação à humanidade. São eles Buda, Chico Xavier, Dalai Lama, Papa Francisco e Mãe Menininha do Gantois.

 

Outra ação realizada nesta sexta-feira pela Sejus é o “2º Diálogos com o CDDR” promovido com o Comitê Distrital da Diversidade Religiosa (CDDR). A iniciativa também busca agregar contribuições iniciais para a construção de um plano distrital dos direitos humanos, que deverá ser elaborado com participação de outros colegiados que atuam nessa área. Na Sejus, a subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial é responsável pela iniciativa. O CDDR atuará no biênio 2019/2021 junto ao governo distrital, na proposição e construção de ações voltadas a estas pautas.

 

A intolerância religiosa é considerada crime, conforme o artigo 5º da Constituição. “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. O canal para denunciar casos de intolerância religiosa é o Disque 100.

 

Conheça um pouco sobre os líderes religiosos:

 

Mãe Menininha do Gantois

 

Maria Escolástica da Conceição Nazareth, eternizada como Mãe Menininha do Gantois, foi a mãe de santo brasileira que liderou, por 64 anos, a mais conhecida casa de candomblé do país, a Ilé Ìyá Omi Àse Ìyámasé, em Salvador.

 

Ela lutava para derrubar os obstáculos impostos às tradições culturais e religiosas afrodescendentes, e contava com o apoio de importantes nomes da a classe política e cultura brasileira.

 

Dalai Lama

Dalai Lama (1935) é um Monge Budista e líder espiritual tibetano. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1989, em reconhecimento à sua campanha pacifista para acabar com a dominação chinesa no Tibete.

 

Para o líder espiritual máximo do povo tibetano, os problemas da violência e intolerância religiosa não serão resolvidos com orações: “Foram os seres humanos que criaram esse problema, e agora estamos pedindo a Deus para resolvê-lo. É ilógico. Deus diria: resolvam-no sozinhos porque vocês mesmos o criaram”

 

Dalai Lama defende que mesmo que as pessoas tenham filosofias diferentes, a religião defende valores semelhantes para a conduta ética e trazem amor, compaixão e perdão. Em sua célebre frase: “minha religião é o amor”, apresenta a forma mais pura de religião.

 

Papa Francisco

 

Conhecido por seu posicionamento moderno que o diferencia de seus antecessores, o Papa Francisco tem pregado o diálogo inter-religioso em suas viagens apostólicas. Como aconteceu na viagem aos Emirados Árabes, quando ele assinou o “Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum”, juntamente com o Grão Imã da Mesquita de Al-Azhar, no Egito, Sheik Ahmad al-Tayyeb, o mais importante do islamismo sunita. O documento diz que muçulmanos e católicos devem lutar contra o extremismo religioso e que “ nenhuma religião deveria, nunca, incitar violência, ódio ou guerra”.

 

Chico Xavier

 

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo. Ele dedicou a vida à promoção da solidariedade e do bem estar do povo brasileiro e ao estudo da doutrina espírita e do ensino de Allan Kardec.

 

O líder espírita considerava fundamental o conceito de “inclusão”, na erradicação de preconceitos, fanatismos e intolerâncias religiosas que atuam no sentido da “exclusão” dos diferentes, incomuns ou das minorias.

 

Buda

 

Buda, que em hindu quer dizer “Iluminado”, foi o nome dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia, cuja bondade e sabedoria lhe valeram esse título. É considerado pelos budistas o “Supremo Buda”, o fundador do budismo. Ele nasceu por volta de (563 a. C) na localidade de Kapilavastu, capital do reino de Sakia, na região setentrional e montanhosa da Índia que hoje faz parte do território do Nepal.

Segundo os ensinamentos de Buda, todos os seres vivos e as demais coisas, estão interligados, bem como as religiões, que devem ser vistas como uma grande família.