Governo do Distrito Federal
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22/01/20 às 17h05 - Atualizado em 22/01/20 às 17h05

Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa tem debate plural para fortalecer ações

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Para marcar o “Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa – 21 de janeiro”, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) promoveu uma roda de conversa no auditório do Parlamundi/LBV, na terça-feira (21/01) para apresentação de ações sobre a temática, coleta de proposições e fortalecimento de articulações, redes e movimentos que atuam nesta pauta.

 

Na ocasião foram coletadas propostas e sugestões para subsidiar o futuro plano distrital de direitos humanos, especificamente no campo da diversidade religiosa, bem como foram apresentados perspectivas a serem trabalhadas pelas áreas da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus ao longo do ano.

 

O evento foi aberto pelo subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, que pontuou que a data, instituída pela Lei Federal 11.635/2007, surgiu como resposta diante de atos de violência que provocaram o falecimento de uma sacerdotisa de matriz africana, a Mãe Gilda. Ela teve seu terreiro invadido e sua imagem atacada por seguidores de uma confissão cristã e, pelo sofrimento imposto, veio a falecer na ocasião.

 

Lembrou o subsecretário que o Governo do Distrito Federal tem estabelecido espaços para atuar, não só na sensibilização e promoção dos direitos humanos para a diversidade religiosa, através da defesa da liberdade de crença, do combate à intolerância religiosa e da defesa da laicidade, a exemplo do Comitê Distrital de Diversidade Religiosa – CDDR. Este organismo é responsável pelas recomendações relativas à política distrital para a diversidade religiosa, como também para a atuação efetiva do combate às violências, através da Delegacia Especializada em Crimes de Intolerância – DECRIN.

 

Em 2019, ilustrou Juvenal Araújo, foi instituída a Coordenação de Proteção e Políticas de Liberdade Religiosa e publicado o Decreto que instituiu o Texto Programático Trienal, com compromissos de uma política pública para a diversidade religiosa, propostas pioneiras dentre os entes federados.

 

Os representantes de instâncias de Estado presentes na ocasião, reforçaram a necessidade de continuidade e ampliação destas interações com vistas a instituições de novas ações que possam atender as crescentes demandas relativas às violências, ao direito à liberdade religiosas, regularização dos espaços do sagrado, dentre outros.

 

Todos enfatizaram a importância destes momentos de escuta da sociedade para fortalecimento de laços e compromissos, diante de um cenário onde há um agravamento de violências e preconceitos motivados por perspectivas religiosas e atrelados a outros problemas, como o racismo, a xenofobia, o antissemitismo, a islamofobia, etc.

 

Várias autoridades e representantes de instituições religiosas, ecumênicas, inter-religiosas e laicas participaram do evento.