Governo do Distrito Federal
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24/07/19 às 17h21 - Atualizado em 24/07/19 às 17h24

Inclusão no mercado de trabalho: um dos maiores festivais do DF oferece vagas para contratação de pessoas com deficiência

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Aconteceu nesta quarta-feira (24), das 8h às 17h, o processo de seleção para trabalhar no Festival Convenção Música e Arte (CoMA) que ocorrerá entre os dias 1º e 4 de agosto. O CoMA, em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), possibilitou a oferta de 70 vagas de trabalho em 10 áreas de atuação para pessoas com deficiência. O resultado sairá nesta sexta (26), os participantes poderão ter acesso por meio do site ou Facebook do CoMa. No total, foram distribuídas 255 senhas.

 

Segundo o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, é papel da secretaria apoiar e inserir políticas públicas de inclusão dentro do ambiente corporativo. “Atualmente, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é um grande desafio. Temos que convencer as empresas que as pessoas com deficiência são qualificadas e capazes de contribuir para o sucesso dos negócios”, afirma.

 

Artista plástico e com experiência na participação em sete eventos, fazendo sua própria exposição artística ou atuando como monitor, Lúcio Piantino, 24 anos, tem síndrome de Down e conta que mesmo com qualificação enfrenta dificuldades para trabalhar. Para ele, a causa é o preconceito. “Fico feliz em poder participar desse processo de seleção porque é muito difícil conseguir emprego. Assim, eu tenho mais uma oportunidade e a expectativa na melhora da inclusão”, explica.

 

De acordo com a coordenadora de Acessibilidade e Inclusão Social do CoMA, Alê Capone, os candidatos para as vagas serão selecionados de acordo com a experiência e qualificação para execução do trabalho. “É importante dar oportunidade para as pessoas com deficiência porque elas são capazes e interessadas em trabalhar. A organização do festival vai dar a oportunidade para os que possuem a qualificação necessária”, disse.

 

O cadeirante, Ricardo Retz, 54 anos, recebe benefício do governo, mas precisa complementar a renda. Segundo Ricardo, o desafio que sempre encontra é por conta de sua condição física. “Sou intelectualmente capaz de exercer atividade profissional, mas as empresas não me levam em conta por causa da minha condição física. Por isso, fico muito feliz com esta oportunidade. Ela mostra que lembraram de nós”, complementa.