Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
22/09/19 às 14h13 - Atualizado em 22/09/19 às 14h41

“Jardim da Vida” é inaugurado no Parque da Cidade

COMPARTILHAR

 

Com a proposta de celebrar a vida, promover a reflexão e prevenção ao suicídio, crianças e adolescentes do abrigo Casa da Criança Bartuíra, de Ceilândia, fizeram o plantio de 32 ipês amarelos, neste domingo (22), no estacionamento 13 do Parque da Cidade. A ação faz parte da campanha “Setembro Amarelo – Vamos dar as Mãos?”, promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), por iniciativa do Programa DF Criança, durante este mês.

 

O som de um piano amarelo, tocado pelo pianista Toninho da Casa do Piano, deu início ao evento com músicas que celebram a vida. No encerramento, a incentivadora do projeto Marcela Passamani cantou a canção de Gonzaguinha que homenageia a vida, antes da inauguração da placa do “Jardim da Vida”.

 

Em memória a 32 pessoas que tiram a própria vida por dia no Brasil, a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Adriana Faria, propôs aos presentes contarem até 32 e afirmou que a estatística é alta. “O que está acontecendo na nossa sociedade que essas crianças e adolescentes não têm mais vontade de viver? O jardim é para refletirmos sobre isso. É um trabalho singelo mas que pode fazer diferença. Precisamos acolher essas pessoas que estão em sofrimento psíquico, 90% dos casos de suicídios poderiam ser evitados. Essa deve ser nossa missão como seres humanos e como responsáveis por políticas públicas”, afirmou.

 

Campanha – A campanha da Sejus já contou com diversas atividades durante todo o mês, realizadas em escolas públicas e particulares, abrigos, unidades de internação socioeducativas e em demais espaços públicos do DF.

 

A chefe do Programa DF Criança da Sejus, Lívia Magalhães, ressaltou a importância de se falar da educação emocional e mencionou as atividades realizadas. “É preciso incentivar a todos a estender as mãos e perguntar como vai você, posso te ajudar de alguma forma, e estar pronto para escutar e abraçar aquela pessoa que está sofrendo. Atitudes assim podem salvar vidas”, explicou.

 

A vice-presidente mantenedora do Centro de Valorização da Vida Brasília (CVV), Leila Herédia, falou sobre a dedicação para a prevenção ao suicídio e o apoio emocional. “Sentir dor faz parte da natureza, tristeza faz parte das emoções, mas a proposta do jardim é fazer refletir sobre quando a tristeza é intensa e quando é preciso procurar apoio. Não tem a ver com força ou fraqueza, mas sim com o momento. Recebemos 3 milhões de ligações por ano para dar apoio emocional”, ilustrou.