Governo do Distrito Federal
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23/10/19 às 15h36 - Atualizado em 23/10/19 às 15h36

Prevenção às drogas em ambiente de trabalho é tema de seminário no DF

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Com o objetivo de debater a dependência química no ambiente de trabalho foi realizado, nesta quarta-feira (23/10), o IV Seminário sobre Drogas no Contexto Laboral – A Saúde do servidor do Governo do Distrito Federal. O evento, realizado na Escola de Governo (EGOV), é uma iniciativa da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Economia, em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

 

O subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Sejus, Rodrigo Barbosa, participou da mesa “Dependência Química e Trabalho”, onde apresentou o projeto “Drogas: Prevenção e Ação no Trabalho”, um desdobramento do programa Drogas: Prevenção e Ação, que visa prevenir o uso indevido de substâncias psicoativas no espaço laboral.

 

“O consumo descontrolado de substâncias psicoativas se reflete em faltas e atrasos no trabalho, diminuição da produtividade, aumento das dificuldades de relacionamento com colegas e chefias”, destacou Rodrigo Barbosa. Ele discorreu sobre o projeto lançado pela Sejus na empresa de produtos de limpeza Flora Minuano, em setembro, capacitando mais de 600 pessoas.

 

Dados – Segundo dados, as alterações das habilidades psíquicas provocadas por intoxicação, abstinência, quadros psicóticos ou outros transtornos mentais interferem de modo marcante na produção de trabalhadores de todas as áreas e envolvem igualmente pessoas com baixa ou alta posição nos escalões profissionais.

 

Entre os dados examinados, o álcool (56,7%) seguido da cocaína (20,1%) são as drogas responsáveis pelo maior número de afastamentos do trabalho. No caso da cocaína, no entanto, chama a atenção que embora a prevalência do uso desta substância não chegue a 3% da população entre 12 e 65 anos (CARLINI et al., 2007), ela é responsável por mais de um quinto dos afastamentos do trabalho relativos ao uso de drogas.

 

A maior parte dos afastamentos do trabalho se dá na faixa etária que vai dos 20 aos 49 anos, ou seja, justamente nos anos mais produtivos da vida do trabalhador.