Governo do Distrito Federal
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11/02/19 às 18h23 - Atualizado em 11/02/19 às 18h30

População em situação de rua tem atenção especial da Sejus

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A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), por meio das subsecretarias de Direitos Humanos e de Enfrentamento às Drogas, participou, no sábado (9), do projeto Banho de Fé, promovido pela Organização Não Governamental (ONG) Futuro Esperança, em Brasília. Por meio de um ônibus itinerante, os voluntários oferecem aos moradores de rua duchas para se banharem, lanche e diversas atividades recreativas. O objetivo da Sejus é conhecer os projetos que ajudam moradores de rua, atuar para reduzir a desigualdade social e fomentar políticas públicas para este segmento.

 

Os subsecretários de Direitos Humanos, Juvenal Araújo, e de Enfrentamento às Drogas, Rodrigo Barbosa, respectivamente, conheceram o projeto organizado pelo ex-morador de rua e agente social Rogério Soares de Araújo.

 

Segundo Juvenal, a Sejus pretende trabalhar efetivamente na criação e ampliação de políticas públicas para as mais de 3 mil pessoas que vivem hoje nas ruas do DF.

 

“Nosso objetivo é, por meio da Coordenadoria de Vulnerabilidade, dar uma atenção enorme a esse tema e aumentar as políticas e ações para essa população. Vamos dar autonomia à coordenação para que as políticas implementadas sejam transversais e efetivas na redução da desigualdade”, explicou.

 

No encontro os moradores de rua foram contemplados, além do banho, com diversas atividades, entre elas futebol, capoeira, dominó, baralho e uma bicicloteca, que leva, por meio de uma bicicleta itinerante, a leitura até as pessoas sem acesso a bibliotecas.

 

Outra meta destacada pela subsecretário Juvenal Araújo é a reativação do Comitê intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua (Ciamp), criado para avaliar e monitorar as políticas públicas voltadas para a população em situação de rua.

 

“Essa é uma das principais ações da Sejus para este ano. A retomada do Ciamp é fundamental para que tenhamos um maior monitoramento das políticas voltadas aos moradores de rua, seja na área da educação, saúde, cultura ou segurança pública”, afirmou.

 

Incidência

 

Dados da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) apontam que Gama, Ceilândia, Taguatinga e Brasília são os pontos com maior número de moradores de rua.

 

De acordo com estudo realizado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), a população de rua se concentra, principalmente, no centro da capital federal, na Rodoviária do Plano Piloto e nas proximidades do Setor Comercial Sul, local onde ocorreu o encontro deste sábado.