Governo do Distrito Federal
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14/02/19 às 16h37 - Atualizado em 14/02/19 às 16h39

Secretaria define ações de inclusão para adolescentes do sistema socioeducativo

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A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus/DF) vai fortalecer ações de inclusão para os adolescentes das unidades do sistema socioeducativo. Os subsecretários do Sistema Socioeducativo e de Direitos Humanos da Sejus, Demontiê Alves e Juvenal Araújo, se reuniram nesta quarta-feira (13) para traçar as principais propostas conjuntas para os primeiros 100 dias de gestão.

 

Uma iniciativa definida na reunião foi a inclusão dos jovens que estão em medida socioeducativa de semiliberdade e meio aberto nas atividades culturais e esportivas dos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) da Artes.

 

A ideia, segundo os subsecretários, é oferecer acesso às oficinas de arte, cultura e lazer já a partir de março. Os espaços possuem quadras multiuso que visam a integração de práticas esportivas, cursos e ações culturais.

 

Outra proposta é a criação de uma portaria conjunta para o desenvolvimento de ações para atenção ao público LGBT no sistema socioeducativo. Além de debater o tema, o objetivo é difundir o respeito à diversidade sexual e à dignidade humana.

 

Seminário – Entre as metas está também a realização de um seminário sobre intolerância religiosa com adolescentes das unidades de internação do socioeducativo, além da capacitação sobre a temática com profissionais do sistema.

 

O subsecretário Demontiê Alves destacou a importância do debate acerca do tema em razão do crescimento de atos violentos no país, com uma denúncia a cada 15 horas. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2018, foram 1.729 casos de intolerância religiosa no Brasil – uma média de 42 por mês.

 

“Será feito um seminário dentro das unidades e a gente trará importantes figuras que atuam no combate a esse tipo de intolerância para abordar esta discussão entre os adolescentes”, afirmou.

 

Na avaliação de Demontiê Alves, as ações vêm no sentido de dar mais um passo na ressignificação dos valores dos adolescentes para que eles possam romper em definitivo a trajetória infracional. “Historicamente, eles têm muita dificuldade em ter acesso a políticas públicas, principalmente nas áreas de cultura e arte. Então, todas essas iniciativas buscam trazer um novo olhar sobre o contexto de vida desses jovens”, ressaltou.