Governo do Distrito Federal
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7/02/19 às 17h53 - Atualizado em 7/02/19 às 17h53

Sejus debate denúncia de intolerância religiosa no DF

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O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça e de Cidadania do Distrito Federal, Juvenal Araújo, recebeu em seu gabinete na quarta-feira (6), a presidente da Fraternidade Universalista da Divina Luz Crística (FUDLC), Carla Costa, para tratar de denúncias de intolerância religiosa. Diego Moreno, subsecretário de Igualdade Racial, também participou da reunião que contou ainda com outros representantes da FUDLC e também da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública, além de assessores.

 

A entidade Fraternidade Universalista da Divina Luz Crística, de base umbandista, teve as atividades interrompidas na terça-feira (5/2) após denúncias de moradores da Quadra 13 do Park Way. Os desentendimentos tiveram início com reclamações de vizinhos, que recorreram à Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) para se queixar sobre o funcionamento da Fraternidade Universalista da Divina Luz Crística, localizada em uma chácara no endereço.

 

Na reunião, a Subsecretaria de Igualdade Racial e a Subsecretaria de Direitos Humanos se propuseram a estabelecer estratégias para solucionar da melhor forma esta situação. A instituição foi orientada a elaborar um portifolio com toda cronologia dos documentos entregue à Agefis desde a primeira notificação. Presente à reunião, a advogada da OAB, Nubia Bragança, sugeriu que a instituição fizesse um boletim de ocorrência por Intolerância Religiosa.

 

A dirigente da FUDLC relatou que houve desligamento de agua e luz da entidade. Carla reclamou das medidas impostas pela Agefis e ressaltou que a fraternidade não recebe lucros pelas atividades realizadas. Segundo ela, desde o início, o local atendeu mais de 60 mil pessoas. Ela explicou que o espaço promove encontros religiosos apenas nas quartas-feiras e nos sábados. As demais atividades são cursos para práticas de reiki, aromaterapia, fitoterapia e outros treinamentos.

 

O subsecretário Diego Moreno sugeriu que a entidade procurasse um advogado da área criminal que tivesse expertise na especificidade do caso para acompanhar o processo e elencar os eventuais vícios ou irregularidades. A SIR E SDH farão um oficio solicitando cópia do processo. Também foi sugerido na reunião que fosse registrado uma reclamação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF.