Governo do Distrito Federal
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8/08/19 às 15h32 - Atualizado em 8/08/19 às 15h34

Sejus: diversidade marca Feira de Empreendedorismo Étnico-Racial

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Produtos variados que não são encontrados nos comércios tradicionais. São artesanatos indígenas, turbantes com estamparias africanas, etnogastronomia – que são sabores e misturas diferentes a partir da cosmovisão africana. Tudo isso pode ser encontrado na primeira edição da Feira de Empreendedorismo Étnico-Racial, que teve início nesta quinta-feira (8) e prossegue nesta sexta-feira (9), das 9h às 17h, na entrada do Anexo do Palácio do Buriti. O objetivo é dar visibilidade aos empreendimentos sociais afro-brasileiros, ciganos, indígenas e mulheres trabalhadoras rurais.

 

A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus) com a Secretaria da Mulher. O secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, ressalta que a feira promove a inclusão dessas pessoas e mostra a diversidade. “São várias etnias representadas e comunidades tradicionais expondo seus trabalhos e produtos. É uma política pública que a Sejus está implantando para povos e comunidades tradicionais”, disse.

 

Para o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, é importante dar visibilidade e divulgação para esses empreendedores. “Geralmente eles não têm oportunidades nos espaços públicos, por isso, a feira será realizada uma vez por mês para fomentar os afroempreendedores, que são a maioria do Brasil”, afirma.

 

A feira conta ainda com estandes de moda e beleza, roda de negócios, pintura, livro e leitura, artes visuais, grafite e manifestações culturais de povos e comunidades tradicionais.

 

Geleias 

 

Há 12 anos trabalhando como chefe de cozinha, Manoelle Barros, já participou de projetos semelhantes. “Em cada projeto levo um produto diferente. Hoje eu fiz geleias de manga com maracujá; morango com chia e abacaxi com pimenta. Trouxe ainda tênis de uma fábrica de produtos orgânicos. Essa oportunidade valoriza o trabalho de todos os artesãos”, explicou.

 

Da etnia bororo e do Santuário dos Pajés, Cristiane Aygo, levou para o local vários produtos indígenas como brincos, colares, bolsas, dentre outros. “Pretendo participar de todas as edições da feira, é uma forma de divulgar meu trabalho e apresentar meus produtos. Fiz o cadastro e fiquei muito feliz em participar”, contou.

 

Nazaré de Maria de Oliveira, 65 anos, se cadastrou para participar com venda de roscas, tortas e pães. “É uma bela iniciativa para gerar união. Além da oportunidade de estar aqui, o evento envolve as pessoas sem discriminação, eu sou católica e estou gostando de conhecer as outras culturas”, contou como se sente ao participar do evento.

 

Programação 

 

As próximas edições da feira estão previstas para os dias 5 e 6 de setembro; 3 e 4 de outubro; 7 e 8 de novembro e 5 e 6 de dezembro. A realização da feira é uma das estratégias da Sejus para implementação do Programa Afroempreendedor, instituído pela Lei 5447/2015, e que coloca como um de seus objetivos ações para o fortalecimento e o desenvolvimento dos empreendedores afro-brasileiros nos diversos segmentos econômicos do Distrito Federal.

 

 

Confira as fotos no Flickr da SEJUS