Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
25/10/19 às 16h59 - Atualizado em 25/10/19 às 16h59

Sejus e embaixada da Bélgica promovem diálogo pelo enfrentamento à violência contra a mulher

COMPARTILHAR

O debate sobre políticas públicas relativas à violência sexual contra mulheres reuniu a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e a embaixada da Bélgica em um evento realizado nesta sexta-feira (25/10) denominado “ Diálogos pelo Enfrentamento às Violências”, na sede da embaixada. O ponto alto foi a apresentação do documentário belga “O que não mata”, produzido pela cineasta francesa, Alexe Poukine, que recebeu várias premiações internacionais.

 

Antes foram apresentados três curtas metragens de fragmentações do conteúdo do documentário belga, com depoimentos de advogados, psicólogos, agentes de polícia e profissionais que atuam na área. Foram abordados os temas: atendimento médico e legal a mulheres vítimas de estupro, cultura do estupro e mecanismo defensivo de dissociação apresentado por mulheres vítimas de estupro.

 

Em seguida, uma mesa redonda com a participação da assessora especial da subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Adriana Escorse de Moraes, representando a secretaria, debateu o tema. Participaram o embaixador da Bélgica no Brasil, Patrick Herman; o juiz titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Núcleo Bandeirante e coordenador do Núcleo Judiciário da Mulher do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Ben-Hur Viza e a diretora de Políticas de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Grace Justa, dentre outras autoridades envolvidas com a causa.

 

Após o debate foi exibido o conteúdo integral do documentário “O que não mata”, que conta a história da adolescente Ada, de 19 anos, vítima de estupro por um homem que ela conhecia. O documentário chama a atenção para o fato de que em 80% dos casos de estupro, a vítima conhece o agressor e 1/3 dessas violações ocorrem entre casais.

 

Pró-Vítima – A Sejus conta com um programa exclusivo para atendimento a vítimas de violência – o Pró-Vítima, coordenado pela subsecretaria de Atendimento as Vítimas de Violência (Subav), que conta com seis núcleos no Distrito Federal. Ao ingressarem no programa as vítimas são acolhidas e orientadas sobre seus direitos socioassistenciais, além de participarem de sessões de terapia de apoio individual, com foco na violência vivenciada, para o restabelecimento do equilíbrio mental e emocional.

 

Os serviços do Pró-Vítima são gratuitos, para todas as pessoas, independentemente de idade, identidade de gênero, condição social, não havendo necessidade de comprovação de situação econômico-financeira. A vítima de violência pode buscar os núcleos de atendimento de forma espontânea ou ser encaminhada por instituições e/ou autoridades públicas, assim como por amigos, parentes ou pessoas da comunidade.

 

Os atendimentos são realizados por equipe técnica, formada por psicólogos e assistentes sociais, e ocorrem em núcleos situados em várias regiões do Distrito Federal.