Governo do Distrito Federal
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6/12/19 às 16h18 - Atualizado em 6/12/19 às 16h18

Sejus e Fundo de População da ONU debatem boas práticas em direitos humanos

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Desigualdade no Brasil e no mundo. Racismo como mecanismo de exclusão das pessoas na sociedade, barreiras para inclusão e concentração de renda. Estas foram algumas das temáticas abordadas no 1° Seminário de Boas Práticas em Direitos Humanos e Igualdade Racial promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA, nesta sexta-feira (6/11), na Casa da ONU.

 

Gestores, membros da academia e da sociedade civil somaram esforços para fortalecer a gestão de políticas públicas em direitos humanos e igualdade racial por meio do evento. A iniciativa teve como objetivo identificar e compartilhar as boas práticas de gestão para construir políticas públicas e promover a pauta.

 

O subsecretário de Política de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, ressaltou a importância do debate. “O Brasil tem 5.570 municípios e apenas 71 deles possuem órgão ou conselho e políticas de igualdade racial implantadas”, explicou.

 

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA há preconceitos enraizados e passados de geração a geração, que são embasados no machismo, racismo, sexismo e dogmas religiosos, que resultam em vários tipos de violência como a LGBTfobia, a intolerância religiosa e a violência contra pessoas negras e mulheres.

 

A programação contou com três mesas de debates: Direito ao território, violência e participação; trabalho, emprego e renda; saúde e educação.

 

Sobre a violência LGBTfóbica, o Brasil é o País que mais mata pessoas LGBT no mundo, principalmente as pessoas trans, onde a expectativa de vida é de 30 a 35 anos. Quando negros, os números podem ser ainda piores, como é o caso das travestis negras da periferia, aumentando o abismo social.