Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
22/08/19 às 17h37 - Atualizado em 22/08/19 às 17h56

Sejus entrega à Câmara Legislativa projeto que cria serviço voluntário dos agentes socioeducativos

COMPARTILHAR

 

A minuta do projeto de lei que institui o serviço voluntário dos agentes socioeducativos do Distrito Federal foi entregue nesta quinta-feira (22/08) à Câmara Legislativa do DF pelo secretário-executivo de Justiça e Cidadania do DF, Maurício Carvalho, representando o secretário da Justiça, Gustavo Rocha.

 

De acordo com o documento, os agentes que prestarem serviço voluntariamente, durante o período de folga, deverão receber R$ 50,00 por cada hora de trabalho. O serviço voluntário será realizado em turnos e escalas de revezamento. Entre as atividades executadas por esses agentes estão guarda, vigilância, acompanhamento e segurança de jovens e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

 

A valorização dos servidores da carreira socioeducativa, a aquisição de rádios comunicadores para auxiliar na rotina diárias das unidades, entrega de novas viaturas e o projeto de lei foram temas debatidos na audiência, dentre outros.

 

A Secretaria de Justiça se prontificou a atender as questões apontadas na audiência e continuar trabalhando no sentido de melhorar a qualidade de vida dos servidores: “O diálogo é muito importante, ele nos ajuda a evoluir e amadurecer. Precisamos de espaços como esse, de debate, para construirmos juntos soluções com os instrumentos que estão ao nosso alcance”, afirmou o secretário-executivo, Maurício Carvalho.

 

O subsecretário do Sistema Socioeducativo da Sejus, Demontiê Batista Filho, garantiu o comprometimento com os agentes. “Pela natureza híbrida do nosso trabalho, de educador e de segurança, o socioeducativo é um dos serviços mais difíceis”, considerou. Demontiê disse ainda ser favorável à descentralização dos recursos na gestão das unidades do sistema.

 

Capacitação

 

De acordo com o presidente do Sindicato do Servidores da Carreira Socioeducativo, Alexandre Rodrigues, o baixo efetivo é um problema crônico, mas reconheceu que a situação começou a melhorar devido à parceria entre os servidores e os poderes. Já o coordenador do curso de Escolta, Contenção e Isolamento de Crise do Sistema Socioeducativo, Robson Rodrigues, solicitou a participação dos servidores em cursos de segurança e capacitação. Em resposta, o subsecretário de Segurança Institucional da Sejus, Lurandir Moura de Oliveira, manifestou a intenção de especialização desses agentes.