Governo do Distrito Federal
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28/01/19 às 9h57 - Atualizado em 29/01/19 às 17h44

Sejus: foco no atendimento humanizado às crianças vítimas de violência sexual

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A revitalização do Centro de Atendimento 18 de maio é prioridade da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus/DF). O espaço oferece atendimento integrado às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Distrito Federal. O atendimento é feito por uma equipe de profissionais de psicologia, pedagogas, assistentes sociais, assistentes administrativos capacitados no atendimento e na escuta especializada de modo a evitar revitimização na oitiva dos relatos de violência. É também feito o encaminhamento em relação às medidas de proteção e de responsabilização dos agressores.

 

A ampliação dos centros integrados e a implantação de um protocolo de enfrentamento ao abuso e violência contra crianças e adolescentes são os eixos principais da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus. “A ideia é implantar um protocolo usando como referência o Centro 18 de maio em parceria com a rede de proteção, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública e polícias. Vamos montar esse protocolo e fazê-lo funcionar. Além disso, queremos instalar mais dois ou três centros especializados ao longo da gestão para facilitar o acesso da população ao atendimento”, afirmou Adriana Faria, Subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes.

 

Novas parcerias para o projeto, assim como repactuação com as já existentes também serão realizadas, como informou a subsecretária. “É uma experiência exitosa, premiada e reconhecida. Estamos buscando parcerias para replicar essa ideia tão importante no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes”, afirmou Gustavo Rocha, Secretário de Justiça e Cidadania.

 

Localizado na área central de Brasília, o centro é um projeto pioneiro e semelhante a seis outras unidades no Brasil, sendo a de Brasília a única da região Centro-Oeste. São mais de 200 atendimentos realizados ao ano. A diretora do centro, Jimmyana Rocha, destacou que o número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes cresceu 83% entre 2011 e 2018, segundo o Ministério da Saúde. Na avaliação dela, os dados são alarmantes e possuem um recorte de gênero e raça.

 

“As estatísticas mostram que a maioria dos casos de violência se dá dentro de casa. É uma ação continuada e com ocorrência muito maior em meninas e negros (as). Sendo assim, se faz necessário que o atendimento seja ampliado, buscando a não revitimização e o engajamento na rede de proteção”, ressaltou.

 

 

Etapas

 

O serviço oferecido pelo Centro é dividido em nove etapas, desde o acolhimento feito por um profissional capacitado até o pós-atendimento. Um especialista faz o monitoramento com a família da vítima para acompanhar o engajamento nas redes de proteção. O trabalho é feito a cada dois meses, durante um ano.