Governo do Distrito Federal
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27/02/19 às 12h02 - Atualizado em 27/02/19 às 12h07

Sejus promove debate sobre prevenção, controle e combate ao HIV/Aids

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O I Simpósio de Prevenção, Controle e Combate ao HIV/Aids reuniu, nesta terça-feira (26), mais de cem participantes, entre estudantes, representantes de movimentos sociais e gestores das áreas de educação, saúde, assistência social e de atendimento à população LGBT. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Diversidade da Subsecretaria de Direitos Humanos, o evento teve como objetivo proporcionar um espaço de diálogo transversal sobre esse tema, abordando os eixos de acesso à informação referente às políticas de saúde e de acesso universal à prevenção, tratamento, atenção e apoio às pessoas com HIV/Aids.

 

“A importância desse evento é termos a oportunidade de trabalharmos principalmente a questão da prevenção. Os participantes poderão sair dessa atividade com condições de conversarem sobre esse tema em casa, com os vizinhos, no trabalho, na igreja”, enfatizou o secretário da Sejus, Gustavo Rocha.

 

A realização do simpósio faz parte das ações da secretaria para promoção dos direitos da população LGBT. “O nosso objetivo é transformar o DF em referência de direitos humanos para o Brasil”, acrescentou Juvenal Araújo, subsecretário de Direitos Humanos.

 

De acordo com os dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF, apresentados no evento, foram diagnosticados 340 casos de Aids e 655 de HIV, em 2017, no Distrito Federal. Os homens representam a maior parte dos infectados.

 

“Nós temos quase sete casos masculinos para um feminino. A maior parte dos homens se infectam em relações sexuais com outros homens. São os dados que apontam que essa população está mais vulnerável e que precisa de apoio”, explicou o gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde do DF, Sérgio Dávila.

 

Para o professor da Universidade de Brasília, Mário Ângelo Silva, a discriminação e o preconceito são fatores que contribuem para o aumento da vulnerabilidade da população LGBT.  “São pessoas que sofrem com discriminação e que não são respeitadas. Com isso, tendem a ter uma baixa autoestima e maior dificuldade para negociar o uso do preservativo em suas relações”, disse.

 

Durante o simpósio, o subsecretário Juvenal Araújo e a coordenadora de Diversidade, Paula Benett, entregaram o Certificado de Honra ao Mérito do Distrito Federal a pessoas com atuação reconhecida no combate e controle do vírus HIV.

 

Receberam a homenagem: Sérgio D’ávilla – representante da Subsecretaria de Vigilância em Saúde; Gilmar Decária – coordenador do Núcleo de Testagem e Aconselhamento; Mário Ângelo – psicólogo e professor do Departamento de Serviço Social da UnB, que também coordena o Polo de Prevenção de IST/AIDS da UnB; a deputada Federal Érika Kokay, também coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às DST/HIV/Aids; o presidente fundador do Instituto Amizade DF/GO Baby Brasil; o empreendedor cultural e ativista, Ricardo Lucas; e Georgiana Braga-Orillard, diretora do Unaids.