Governo do Distrito Federal
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24/11/21 às 17h48 - Atualizado em 24/11/21 às 17h48

DF celebra Dia do Sacerdote e da Sacerdotisa de Religiões de Matrizes Africanas

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No calendário oficial do Distrito Federal, 24 de novembro é celebrado o “Dia do Sacerdote e da Sacerdotisa de Religiões de Matrizes Africanas”, instituído pela Lei Distrital nº 6275/2019. A data tem como objetivo estimular o respeito a estas religiões, que ainda são as mais atacadas e vitimadas por crimes de intolerância no país, mas também é uma ação para valorização e reparação das injustiças e preconceitos contra líderes religiosos da Umbanda, Candomblé, Babaçuê, Batuque, Cabula, Culto aos Egungun, Culto de Ifá, Encantaria, Omoloko, Pajelança, Quimbanda, Terecô, Xambá, Xangô do Nordeste, dentre outras vertentes da diversidade de crenças existentes no país.

 

 

“Todo o sofrimento passado pelos povos de terreiro em função da intolerância religiosa e o racismo religioso não podem ser plenamente reparados, mas é dever do Estado atuar no sentido de promover a valorização desta imensa riqueza da espiritualidade brasileira”, argumenta o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Juvenal Araújo.

 

 

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, tem implementado ações e políticas para garantia de direitos, do respeito e da tolerância, além da busca da plena fruição do preceito constitucional do respeito à liberdade de crenças. Entre as iniciativas adotadas neste tema estão o estabelecimento de Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial e Religiosa (DECRIN), a instituição do Comitê Distrital de Diversidade Religiosa (CDDR) e a criação de uma coordenação no âmbito administrativo específica para a proteção e promoção da liberdade religiosa, a única existente nas esferas governamentais no país.

 

 

Destacam-se ainda a ampliação do direito dos povos de terreiro a terem acesso a regularização de templos, através da Lei Distrital nº 6888/2021; a busca e fomento de ações para revitalização de espaços reconhecidamente voltados aos povos de terreiro; articulações para aprimoramento no âmbito da educação para a implementação das normas que determinam o ensino da história africana e ameríndia, dentre outras ações.