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28/05/24 às 17h38 - Atualizado em 28/05/24 às 17h52

Programa oferece atendimento psicossocial aos dependentes químicos

Iniciativa também atende aos familiares e atua no enfrentamento ao uso de drogas articulando ações de prevenção e reinserção social

 

Aldenora Moraes, Ascom/Sejus

 

Para a aposentada Maria (nome fictício), o abuso do álcool pelo pai marcou sua juventude. “Meu pai era uma ótima pessoa, mas quando bebia ficava muito violento, principalmente com a minha mãe e, por diversas vezes, tive que intervir para que não houvesse algo mais grave. Na época, eu sentia raiva, hoje percebo que ele estava muito doente”, afirma.

 

Admitir a dependência química é o primeiro passo, e o envolvimento da família é essencial. Então, o programa Acolhe DF atende aos dependentes químicos e também aos familiares, pois esta iniciativa contribui para a recuperação e reinserção social dos atendidos

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

 

Com objetivo de prestar assistência a essa população, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) atende pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas e seus familiares, por meio do Programa Acolhe DF, instituído pelo Decreto nº 42.141/21 e desenvolvido pela Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed). Para marcar os três anos de atendimento do programa, nesta manhã (28), na sede da Sejus, a Subed promoveu atividades de promoção à saúde e autocuidado, como aulas de yoga, massagem, acupuntura e auriculoterapia aos atendidos e aos servidores.

 

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, “uma pessoa que está vulnerável ao abuso de drogas precisa de acolhimento. Admitir a dependência química é o primeiro passo, e o envolvimento da família é essencial. Então, o programa Acolhe DF atende aos dependentes químicos e também aos familiares, pois esta iniciativa contribui para a recuperação e reinserção social dos atendidos”, explica.

 

Os três anos de Acolhe DF contou com atividades de promoção à saúde e autocuidado, como aulas de yoga, aos atendidos e aos servidores | Fotos: Jhonatan Vieira, Ascom/Sejus

 

Prevenção, acolhimento e reinserção social

 

Os atendidos contam com uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos e assistentes sociais, que realizam atendimento psicossocial em grupo aos familiares, quinzenalmente, com sessões de aproximadamente 60 minutos. Dependentes químicos e seus familiares também contam com atendimento individual.

 

A Subed realiza ainda ações educativas de prevenção. Em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco, data a ser lembrada em 31 de maio, a pasta realizou palestra nesta manhã e nos dias 24 e 27/5, para cerca de 720 estudantes dos anos finais do ensino fundamental, no Colégio Ciman, na Octogonal, sobre os efeitos nocivos do uso do tabaco e da exposição à fumaça. Os eventos contemplaram dinâmicas de gamificação, exposição de vídeos e realização de teatro com foco no uso do cigarro eletrônico.

 

Palestras sobre os efeitos nocivos do uso do tabaco e do cigarro eletrônico foram proferidas para cerca de 720 estudantes dos anos finais do ensino fundamental

 

Para o subsecretário Bruno Henrique Braga, o Acolhe DF tem muita relevância por desenvolver atividades de prevenção ao uso de drogas para dependentes químicos e seus familiares. “Ainda há atendimento psicossocial, além do encaminhamento do dependente químico às comunidades terapêuticas, em parceria com a rede setorial, Secretaria de Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Social”, afirma.

 

Comunidades Terapêuticas e reinserção social

 

O Programa atua nos seguintes eixos estratégicos: prevenção, acolhimento/tratamento e reinserção social, e possui ações por meio da articulação com a rede socioassistencial e de saúde, com grupos de mútua ajuda e com as Comunidades Terapêuticas (CTs). Usuários que necessitam de afastamento do ambiente no qual iniciou, desenvolveu ou se estabeleceu o uso ou a dependência de drogas, podem contar com as CTs, que são entidades privadas, sem fins lucrativos, responsáveis pelo acolhimento em regime residencial transitório e de caráter exclusivamente espontâneo.

 

Além das 60 vagas contratadas, a Sejus disponibiliza 50 vagas de leitos em CTs parceiras para acolhimentos destinados a homens com idade entre 18 e 59 anos com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas. Todas as pessoas podem pleitear vaga em uma comunidade terapêutica, independente da condição financeira. Para ampliar o atendimento, novos processos de credenciamento estão em análise. Para o total das 50 vagas, o valor dos contratos é de R$ 3 milhões e corresponde à previsão orçamentária para 4 anos.

 

As CTs integram o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad). Para cada dependente, as entidades elaboram um Plano de Acolhimento Singular (PAS), considerando a reinserção social da pessoa acolhida, a construção de hábitos saudáveis e de ambientes que não estimulem a dependência química, além de incentivar a convivência com outros acolhidos e o vínculo familiar. O período de acolhimento varia conforme o projeto terapêutico da entidade.

 

 

Programa Acolhe DF

 

img-responsiva Mais informações na Subed, antiga Estação Rodoferroviária – Ala Norte

img-responsiva das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira

img-responsiva (61) 2244-1127, (61) 2244-1132 ou (61) 98314-0639 – WhatsApp

 

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