Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
22/10/20 às 15h25 - Atualizado em 22/10/20 às 15h34

Sejus publica dados do atendimento socioeducativo no DF

COMPARTILHAR

 

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) lançou, nesta quinta-feira (22), o Anuário do Atendimento Socioeducativo Inicial no Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) – local para onde são levados os adolescentes em situação de flagrante ou por Mandado de Busca e Apreensão. De acordo com o relatório, foram registradas 5.258 entradas no sistema socioeducativo do DF em 2018, o número representa uma redução de 11,6% em relação a 2017 (5.923). O documento apresenta ainda o perfil sociodemográfico dos socioeducandos e quais foram os atos infracionais mais comuns nesse período.

 

“A coleta e sistematização dessas informações são fundamentais para que possamos conhecer a realidade dessa política, dos nossos adolescentes, dos atendimentos prestados pelos servidores e parceiros”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, durante reunião virtual de apresentação da pesquisa. A secretária ainda acrescentou: “A partir desses dados aperfeiçoaremos nossas práticas e tornaremos cada vez mais eficiente a política pública de socioeducação no Distrito Federal”.

 

Em 2018, deram entrada no sistema 3.091 adolescentes (considerando que um adolescente pode passar mais de uma vez pelo socioeducativo). Desse total, 92,8% são do gênero masculino e 7,1%, feminino. Também foram identificados 5 adolescentes transgênero, informação coletada pela primeira vez em estudos do sistema socioeducativo. Em relação à idade, o estudo mostra uma predominância de jovens entre 15 e 17 anos, faixa etária faixa que soma 75% do total de adolescentes com entrada na unidade de atendimento inicial.

 

No caso do Distrito Federal, os atos infracionais das apreensões em flagrante mais comuns foram aqueles análogos ao roubo (41%), tráfico de drogas (24%), furto (6%), posse de droga (6%), porte de arma (5%) e receptação (5%). Apenas 1% das apreensões em flagrante foram de atos infracionais análogos ao homicídio e 0,06% análogos ao latrocínio.

 

Socioeducação: A Sejus coordena o Sistema Socioeducativo do Distrito Federal, sendo responsável pela execução das seguintes medidas aplicadas aos adolescentes em conflito com a lei: Prestação de Serviços à Comunidade, Liberdade Assistida, Semiliberdade e Internação, por meio da Subsecretaria do Sistema Socioeducativo. Isso significa que a Sejus administra as 30 unidades socioeducativas: 7 de internação estrita, 1 de internação provisória e 1 de atendimento inicial, além de 15 unidades em meio aberto e 6 unidades de semiliberdade.

 

 

Anuário de Atendimento do Socioeducativo