Governo do Distrito Federal
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13/11/20 às 15h15 - Atualizado em 13/11/20 às 16h18

Unidade socioeducativa de Ceilândia ganha Espaço de Leitura para jovens em conflito com a lei

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Após uma campanha de doação de livros promovida pelos servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), foi inaugurado, nesta quinta-feira (12), o “Espaço de Leitura” na Gerência de Atendimento em Meio Aberto de Ceilândia II. O local atende 126 socioeducandos moradores do Sol Nascente/Pôr-do-Sol e Ceilândia Sul, sentenciados a medidas de Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade.

 

No total, o acervo é composto por 1.400 obras arrecadadas, entre os dias 20 e 29 de outubro, na ação “Juntos pela Leitura”, que agora podem contribuir para o processo de ressocialização desses jovens. “Essa campanha é a prova de que a união faz a força e que podemos juntos impactar e transforma a vida de pessoas”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ao inaugurar a biblioteca.

 

O cantinho da leitura foi batizado pela equipe com o nome “Sopro de Vida”, em referência a um dos livros da escritora Clarice Lispector. “A socioeducação é um sopro de vida. Os adolescentes chegam aqui sem ânimo, disposição e esperança, mas à medida que vão entrando no cumprimento da medida começam a renascer e ganhar vida”, explicou a servidora kátia Ribeiro, que desenvolve um projeto de estimulo à literatura com os adolescentes.

 

Nova unidade

 

O evento de lançamento do Espaço da Leitura também marcou a inauguração oficial da nova sede da Gerência de Atendimento em Meio Aberto de Ceilândia II, que trocou de endereço no mês de julho. Antes da mudança, o atendimento era prestado em caráter provisório em uma sala cedida pelo Conselho Tutelar de Ceilândia IV.

 

Agora, servidores e adolescentes contam com 240m² divididos em oito salas, sendo uma para equipe técnica, duas de atendimento individual/familiar, 1 sala para atendimento coletivo, 1 sala de descanso para colaboradores (vigilância/limpeza), copa, almoxarifado e sala de arquivos, além dos banheiros.

 

“Somos corresponsáveis por tudo o que acontece na nossa cidade e com os nossos jovens. Infelizmente, a gente tem dados de adolescentes em conflito com a lei, e o nosso trabalho é para que não tenhamos mais nenhum número”, ressaltou Passamani. “O nosso papel é transformar a vida e a cidade onde moramos. Pode parecer utópico, mas, se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir”, completou a secretária.

 

Socioeducativo

 

A Sejus coordena as políticas para ressocialização dos adolescentes em conflito com a lei no DF. Na sua estrutura, a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis) é a área responsável pela administração geral das 30 unidades orgânicas de atendimento aos adolescentes, sendo nove de internação, seis de semiliberdade e 15 de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida. Também tem a atribuição de planejar, coordenar, executar e avaliar programas, projetos e atividades de medidas socioeducativas.